História · Cultura · Graffiti
Onde surgiu o graffiti? A história real — da Filadélfia até Curitiba
Todo mundo fala de Nova York. Mas a história real começa antes, em outra cidade americana, com um jovem que simplesmente queria deixar seu nome onde o mundo pudesse ver. Essa é a origem do graffiti — e como ela chegou até as ruas de Curitiba.
Por Diego Prosa · Prosa Graffiti · Curitiba, PR
A linha do tempo que ninguém te conta
60s
Filadélfia · Anos 1960
Cornbread — o primeiro
Antes de Nova York virar símbolo, foi na Filadélfia que um jovem chamado Darryl McCray — o Cornbread — começou a espalhar seu nome pelas ruas da cidade no final dos anos 60. Muitos historiadores da cultura o consideram o primeiro grafiteiro documentado da história. Não havia regras, não havia movimento — havia um jovem, uma parede e uma vontade de existir.
70s
Nova York · Anos 1970
O Bronx explode — e o mundo vê
Nos anos 70, o graffiti chegou com força em Nova York — especialmente no Bronx. TAKI 183 se tornou o nome mais famoso, espalhado por toda a cidade. Os trens do metrô viraram galeria móvel. A cultura hip-hop nascia ali — graffiti, break, rap e DJ juntos na mesma rua. O mundo começou a prestar atenção.
80s
Nova York · Anos 1980
Do metrô para as galerias
Jean-Michel Basquiat e Keith Haring levaram o graffiti das ruas para as galerias de arte. A cultura que nasceu como grito de jovens periféricos começou a ser reconhecida como forma legítima de expressão artística. O mundo ainda tentava entender o que estava acontecendo.
90s
Brasil · Anos 1990
A cultura chega ao Brasil
São Paulo foi a porta de entrada. Nos anos 90, a cena paulistana explodia — Os Gêmeos, Vitché, Herbert Baglione — nomes que construíram uma identidade brasileira única dentro do graffiti mundial. O Brasil não copiou a cultura americana — ele a reinventou com sua própria alma, suas cores e sua história.
2000
Curitiba · Anos 2000
Curitiba ferve
No início dos anos 2000, Curitiba tinha uma cena vibrante e cheia de identidade. A cidade explodia em nomes, em estilos, em energia. Note, Krop, Emit — entre incontáveis outros — faziam história nas ruas da capital paranaense. A regra era simples e implacável: estilo, autenticidade e quantidade. Quem tinha os três, se destacava.
EU
Curitiba · Meados dos anos 2000
A entrada do Prosa
Foi nesse contexto que mergulhei de cabeça. Vi os rolês de torcida, quis fazer igual — e quando percebi, já estava dentro. Sem volta. A cidade fervia, os nomes eram muitos, e a única forma de se destacar era ter algo que só você tinha. Comecei a construir minha linguagem, meu estilo, minha identidade. E nunca parei.
"Quando vi os rolês de torcida, quis fazer igual. Quando percebi, já estava mergulhado de cabeça — e não havia mais volta."

Curitiba hoje — uma cena que evoluiu
Acompanhei toda a evolução da cena curitibana desde dentro. Vi nomes surgir, estilos se transformar, a rua dialogar com o mercado, o graffiti virar arte urbana profissional. Curitiba tem uma história rica e uma cena presente que merece muito mais reconhecimento do que recebe. Estive ativo em cada fase — e sigo ativo até hoje.
O que ficou de tudo isso
Prosa Graffiti
26 anos depois
Curitiba · Brasil · Europa
Da Filadélfia dos anos 60 até as ruas de Curitiba nos anos 2000 — o graffiti percorreu décadas e continentes carregando sempre a mesma essência: a necessidade humana de deixar uma marca, de dizer "eu existo".
Essa história passou por mim. Moldou meu olhar, minha técnica, minha identidade. E hoje, quando pinto um mural em Curitiba — ou em Roma, Barcelona, Paris, Amsterdam ou Bruxelas — levo junto tudo que aprendi nessa estrada.
O graffiti me encontrou. Eu nunca mais o larguei.

Se você chegou até aqui, já sabe que contratar o Prosa Graffiti não é só contratar um pintor de paredes. É trazer pra dentro do seu espaço alguém que carrega 26 anos de cultura, história e amor pelo que faz.
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